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Vamos falar de Habilidades Sociais, Estresse e Suicídio?

Fernanda Konzen Castro – Psicóloga

Eventos que envolvam confronto e adaptação a mudanças, sendo elas agradáveis ou desagradáveis, são consideradas um estressor. Há estressores externos, por exemplo, demissão de um emprego, perda de um parente, acidentes, e estressores internos, por exemplo, falta de assertividade, dificuldade de expressar sentimentos, crenças irracionais. A pessoa demanda energia e habilidades para lidar com essas situações estressoras. As reações fisiológicas do estresse pode desencadear taquicardia, boca seca, sensação de estar alerta, tensão muscular, sudorese excessiva. Já as reações emocionais do estresse podem produzir ansiedade, raiva, desânimo, apatia, depressão, irritabilidade, chegando a desencadear crises e surtos psicóticos.
Pesquisas indicam que pessoas com baixos níveis de habilidade social, como falta de empatia, assertividade e dificuldade de reconhecer e expressar sentimentos,estão mais propensas a desenvolverem maiores níveis de estresse. Tanto a falta de habilidade social quanto o estresse estão ligados à saúde e bem estar individual. Por exemplo, quando um aluno repetidamente acredita falhar e sente ansiedade, raiva, desespero, desesperança, pode-se chegar à depressão e ao suicídio. Os estudantes de medicina com maior desempenho acadêmico se enquadram em um grupo de alto risco de suicídio, segundo pesquisas. Esse grupo de estudantes passa a sentir culpa por não estar dando conta do estresse e da queda do desempenho acadêmico e podem paralisar-se pelo medo de errar. Sentimentos de impotência e desvalia podem gerar ideias de abandono do curso e de suicídio.
O indivíduo com um repertório maior de habilidades sociais é capaz de ser empático, assertivo, ter facilidade de criar alternativas para resolver seus problemas, tem maior desempenho acadêmicas, além de desenvolver e manter relacionamentos sustentadores e benéficos. As habilidades sociais estão relacionadas à saúde física e mental, a realização pessoal e profissional. Programas de desenvolvimento das habilidades sociais em escolas e faculdades auxiliariam as crianças e os estudantes a aprenderem a lidar com suas dificuldades tanto acadêmicas quanto da vida pessoal e profissional.